Envergonhado por um escândalo de corrupção, o ex-presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, suicidou-se, na manhã deste sábado (23), ao pular de uma montanha perto da cidade de Gimhae, onde vivia (450 quilômetros ao sul de Seul). Roh, um reformista, tinha orgulho de seu histórico de honestidade, em um país com longa história de corrupção. Ele governou a Coreia do Sul entre 2003 e 2008.
"Sinto muito por ter desapontado vocês. Não tenho coragem de aparecer mais em público", disse o ex-presidente antes de dar seu depoimento aos promotores responsáveis pela investigação do caso, em 30 de abril. Os promotores questionaram Roh durante 13 horas a respeito das acusações de que ele teria aceito mais de US$ 6 milhões em subornos de um empresário sul-coreano, quando era presidente. Segundo os partidários de Roh, as acusações contra o ex-presidente tinham motivações políticas.
Na verdade, o Imprensa Marginal destacou tal fato não apenas por considerar os seus critérios de noticiabilidade, mas sobretudo pelo receio de que o ato do ex-presidente sul-coreano ganhe adeptos entre os políticos brasileiros. O leitor há de concordar, ao menos parcialmente, que seria um verdadeiro desastre (não político), mesmo sabendo da impossibilidade da repetição de tão infausto acontecimento no Brasil.
Aqui em Banana Land, as pessoas tentam se matar exatamente pela falta de vergonha dos nossos políticos. Ontem (22), por volta das 10h, o professor de Educação Física do Projeto Frutos do Brasil, Raylan nunes, ameaçou se jogar da Ponte Wall Ferraz, Teresina (PI). Segundo Raylan, quando a Embaixada Japonesa tomou conhecimento do seu projeto, em 2007, prometeu liberar R$ 900 mil para a criação de um centro esportivo, mas a obra teria sido vetada pela prefeitura da capital piauense. O prefeito Silvio Mendes (PSDB) negou o embargo.
Segundo informações da mídia local, Raylan foi informado por Messias Carneiro, da Superintedência de Desenvolvimento Urbano (Sudeste), que a obra havia sido vetada por falta de orçamento, e que na atual conjuntura de crise econômica e contensão de despesas, o projeto teria saído das prioridades, mas que seria colocado quando houvesse oportunidade.
O professor desistiu de se suicidar e aguarda uma posição da prefeitura.
Embora o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) tenha divulgado, nesta terça-feira (19), uma pesquisa que revela grande desigualdade salarial entre negros e brancos, uma matéria veiculada no Jornal Nacional, no mesmo dia, afirma que o preconceito racial no Brasil não passa de um mito.
Segundo o vídeo, vivemos numa democracia invejável, onde negros, índios e brancos convivem na mais perfeita harmonia, versão facilmente desmentida pelos dados apresentados pelo IBGE. Conforme a pesquisa, um comparativo de março de 2003 a março deste ano, revelou que em questões de ocupação, escolaridade e rendimento, a renda média real dos negros e pardos foi de R$ 690,3 para R$ 847,7, enquanto que a dos brancos foi de R$ 1.443,3 para R$ 1.663,9.
A matéria apresentada no JN teve como objetivo mais direto, além de abafar (mais uma vez) a discussão sobre uma das mais perversas formas de preconceito ainda existente em nossa sociedade e suas conseqüências, pressionar o cancelamento do projeto do Estatuto da Igualdade Racial, que estava em votação na Câmara Federal. O resultado, ou seja, o cancelamento da votação do projeto foi comemorado, nesta quarta-feira (20), no website da emissora, Globo.com.
A grosseira repulsa da emissora em relação ao projeto torna-se mais evidente se forem analisadas as propostas que pretendem aumentar a participação de negros nos meios de comunicação. De acordo com o texto do projeto, os filmes e programas veiculados pelas emissoras de televisão deverão apresentar imagens de pessoas afrodescendentes em proporção mínima de 25% do número total de atores. No caso das peças publicitárias para televisão e salas de cinema esse patamar sobe para 40% do número de atores.
Cinco dias antes da veiculação de tal matéria no JN, o ministro Edson Santos (Igualdade Racial), Em evento de lançamento de ações afirmativas para negros, reagiu às declarações do general de exército Paulo César de Castro, que havia exaltado o golpe militar de 1964 e criticado as políticas de cotas raciais na educação (leia na íntegra aqui).“Ele [general Castro], um cidadão branco, disse que entrou no colégio militar sem precisar de cota. É evidente”, afirmou o ministro.
Baseada na mesma ideologia do general Castro e tantos outros remanescentes do regime militar brasileiro, o jornalismo “global” apenas cumpriu, maquiavelicamente (aqui no termo mais comum da palavra), com o seu dever diário de defender os interesses da classe dominante, e, sobretudo neste caso, os próprios.
Certamente, a desigualdade social e todas as suas conseqüências não deixaram de existir em nossa sociedade por intermédio de políticas públicas de inclusão social como as cotas raciais. No entanto, tais medidas mostram-se imprescindíveis devido ao seu caráter emergencial na reparação de séculos de injustiça social no Brasil, perpetradas pela minoria branca. Exatamente por isso, os grandes meios de comunicação e seus pupilos são contra tais medidas.
Considerando a delicadeza e complexidade do tema, sugiro a leitura da cartilha “Cotas raciais: por que sim?”, publicada em parceria pelo Ibase e Observatório da Cidadania (RJ), em 2006.
Numa tentativa desesperada de recuperar a imagem do Supremo Tribunal Federal e seu presidente, o paladino da justiça e da democracia Gilmar Mendes, a Folha de S. Paulo se antecipou aos manifestos marcados para esta quarta-feira (6), às 19h, em diversas capitais do país e em frente ao STF. O diário paulista revelou um Mendes desconhecido por nós, vítima de acusações levianas.
O repórter Márcio Falcão, autor da notícia sobre a indiferença de Mendes aos protestos, usou das aspas com bastante esperteza, passando a idéia de imparcialidade. Veja, no trecho, como o jornalista narra a discussão entre o ministro Barbosa e Mendes:
As manifestações contra Mendes se acenturam há duas semanas, quando ele protagonizou um bate-boca com o colega Joaquim Barbosa. Na ocasião, o presidente do STF foi acusado pelo colega de "destruir a Justiça" do país. Disse ainda que Mendes deveria sair às ruas, e não na mídia. Mendes pediu respeito a Barbosa, que chegou a afirmar que Mendes não estava falando com os seus "capangas de Mato Grosso".
Nota-se que o texto de Folha condena as declarações de Barbosa, que teve a audácia de insinuar que o presidente do STF possui capangas em seu berço político. Mais: o jornalista , diferentemente de todos que assistiram ao vídeo, lembra que somente Mendes pediu respeito. Tais críticas não fariam sentido algum se a imprensa nativa não se mostrassem tão apegadas ao dogma de apreensão da realidade, com objetividade e isenção.
A liberdade de imprensa, agora mais do que nunca com a revogação da Lei de Imprensa, está aí para permitir a publicação de todo o tipo de libertinagem, inclusive panfletos reacionários como Veja, Folha e muitos outros. Cobra-se da imprensa apenas o que ela promete. E o leitor/ espectador/ ouvinte cobra à sua maneira. Veja, abaixo, a reportagem do noticiário da TV Record que aborda a diminuição da tiragem do ainda mais vendido jornal do país, a Folha.
O movimento "Saia às ruas Gilmar" pretende reunir 10 mil pessoas na Praça dos Três Poderes, hoje, em protesto a postura de Mendes à frente do STF.
Neste 1º de maio, Dia do Trabalhador, optei por uma homenagem mais condizente com a realidade do trabalho em nosso país. Como todo o conteúdo desta página, a intenção é mostrar o que a grande imprensa nativa, defensora dos interesses da elite, jamais mostrará. Garanto , ao menos, que esta mídia nunca apresentará conteúdo qualquer com este enquadramento.
Refiro-me ao documentário "Aprisionados por promessas: a escravidão rural contemporânea no Brasil", um vídeo produzido em 2006 pela Comissão Pastoral da Terra, em parceria com o Centro pela Justiça e o Direito Internacional e a Witness. Com base nos depoimentos de de trabalhadores rurais ex- escravidos e pessoas que trabalham no combate ao trabalho escravo, o vídeo retrada a situação de trabalhadores aliciados e escravizados em fazendas e carvoarias, bem como os principais desafios para a erradicação desse tipo de crime no país.
Segundo o video, autoridades brasileiras assumiram que cerca de 25 mil trabalhadores rurais entram em regime de escravidão a cada ano. Porém, ainda de acordo com o mesmo, desde o início das fiscalizações em 1995, nenhum dos proprietários de terra foi preso pelo crime de Trabalho Escravo.
Progresso a qualquer custo: este é o tipo de progresso idealizado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, e todos os outros políticos neoliberalistas, apoiados pelas maiores empresas de comunicação do Brasil. Assista ao vídeo "Aprisionados por promessas" e tire suas próprias conclusões sobre o modelo de desenvolvimento vigente em nosso país.
Em 2003, o Ministério do Trabalho começou a publicar uma "Lista Suja" com os nomes dos proprietários flagrados com trabalhadores em regime de escravidão em suas fazendas. A relação é atualizada semestralmente. A partir de sua última atualização, em de 2009, o cadastro contém 205 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas, não computados os casos de exclusão determinados por decisão judicial. Para ter acesso à lista, clique aqui.
Mais da metade de todas as terras férteis do país está nas mãos de apenas 3% de proprietários.
Irritado com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que negou a prorrogação do prazo para a desocupação da Raposa Serra do Sol, o governador de Roraima, José de Anchieta Junior (PSDB), chamou os índois de animais nesta quinta-feira (30). "Sem o elo com o branco, isso vai virar um zoológico humano. São animais humanos, infelizmente", disse o governador tucano.
Talvez nem mesmo a Carta a el-rei D. Manuel, de Pero Vaz de Caminha, que completa hoje 509 anos, tenha um tom etnocêntrico quanto o infausto discurso de Anchieta Junior. Se analisarmos do ponto de vista da classe para a qual o PSDB governa, não há uma letra sequer fora do lugar. O governador apenas externou o que a elite nativa pensa a respeito dos índios. E, por mais absurdo que pareça, os brancos da declaração do governador tucano, aqueles cujos os índios serão privados do convívio, pensam como o político que os representa.
Mas, enfim, ainda há quem creia no descobrimento do Brasil e muitas outras lendas da história da "civilização'.
As palavras de Anchieta Junior não difere em nada à tese publicada na última edição de Veja sobre a discussão no STF. Segundo o panfleto (Veja), o ministro Joaquim Barbosa ocupa o cargo somente porque o presidente Lula precisar de um negro no STF, e não por competência (leia mais aqui).
Assista, abaixo, ao vídeo da entrevista veiculada no Jornal Nacional (30/04/09).
Só para lembrar, pesam sobre o governador de Roraima três acusações: uso de evento para a concessão de 36.671 benefícios do programa estadual Vale Solidário para benefício eleitoral, renovação de 1.050 bolsas de estudos universitários às vésperas do pleito e concessão, dois dias antes da eleição, de renúncia de receita a empresas de transportes e telecomunicações sem aprovação da Assembléia Legislativa.
"Gilmar Mendes: 'saia às ruas' e não volte ao STF". Estas são as palavras de ordem da mais nova campanha contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, com manifestação marcada para as 19h da próxima quarta-feira (6), em frente ao prédio do STF. O cartaz da campanha (veja a figura ao lado) lembra para que os participantes levem suas velas.
"Não haverá uma nova luz sobre o Judiciário, enquanto não terminarmos a luta que o povo brasileiro começou há 30 anos. Chegou a hora de concluir a transição democrática, de sair às ruas e iluminar a nossa história com novo choque de liberdade. O povo já tirou o Collor e tirará Gilmar Mendes", conclui o texto do manifesto Luz em nossa democracia, publicado no webblog da campanha.
Para mais informações acesse saiagilmar.blogspot.com/
Depois de “chamar às falas” o presidente Lula por duas vezes, finalmente chegou a vez do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ser chamado às falas. O ministro da Justiça Joaquim Barbosa desmascarou o presidente do STF, acusando-o de estar “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”. O melhor é que o sermão, inevitavelmente, foi transmitido “ao vivo” em rede nacional. Assista ao vídeo abaixo.
Professores, alunos e ex-alunos da UnB (Universidade de Brasília) protestaram em frente ao prédio da Suprema Corte contra o presidente Gilmar Mendes. “Gilmar, saia às ruas e não volte ao STF”, dizia a faixa carregada pelos manifestantes. O professor João Francisco Araújo disse que o ato de apoio a Joaquim Barbosa era necessário para mostrar que as queixas do ministro são compartilhadas pela sociedade brasileira.
O protesto foi publicado apenas pelo jornal da “ditabranda”, Folha de S. Paulo. Ainda assim, em segundo plano, abaixo da matéria sobre a nota de apoio a Mendes, emitida na última sexta-feira (24) pelo partido do ex-PFL (DEM). Para o presidente nacional do partido, Rodrigo Viana, o ministro Mendes, “exemplo de homem público que age com correção e profunda consciência institucional” (agora, leitor, pode vomitar!), foi vítima de “agressões e expressões insultuosas”.
Como costumo evitar a publicação de conteúdo pornográfico neste blog, quem tiver interesse em ler a nota dos demos em apoio ao presidente do STF na íntegra pode clicar aqui.
Obviamente, nenhuma das acusações levantadas pelo ministro Barbosa serão levadas em conta pela imprensa corporativa brasileira. Afinal, trata-se de um dos maiores paladinos dos interesses da elite nacional. Dizendo mais seria redundante.
Professor de Sociologia, Colunista do website Agência Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa, Gilson Caroni Filho deixa claro quem é o presidente do STF:
“Gilmar Mendes se destaca pelo senso de urgência no que julga ser seu principal papel como magistrado: dar sustentação jurídica às teses da oposição parlamentar no combate ao governo Lula. Mas o faz de forma tão atabalhoada que constrange até mesmo os “bons companheiros” das grandes redações. Aqueles que, desolados, vêem a imprensa estrangeira fazer uma leitura totalmente distinta dos recortes que elaboram diariamente. Nessa empreitada, o presidente do Supremo tem sido alvo de crítica dos que lutam pela ampliação de direitos, pela criação de um ordenamento inclusivo, de uma legalidade que não seja restrita a um ordenamento institucional de distribuição de privilégios”.
O ministro Barbosa, que há alguns anos foi considerado herói pelo panfleto direitista Veja, já sofre com os ataques da mídia gorda. A mesma publicação que o colocou na capa como esperança de justiça no país, quando ele denunciou os 39 acusados no “mensalão” (ainda não provado), agora tenta menoscabar sua imagem.
O jornalista Paulo Henrique Amorim enumerou as seguintes ofensas publicadas em reportagem de Veja (págs.78 e 79) desta semana:
1) Barbosa deu uma de índio (no sentido pejorativo);
2) As acusações de Barbosa a Gilmar eram sem fundamento: logo, Barbosa mentiu;
3) Barbosa perdeu de vez a “compostura” (adjetivo que o PiG usa para desqualificar Barbosa, como se Gilmar fosse um “temperado” … (***))
4) Barbosa agiu de maneira inadequada (como se enlamear a imagem do Supremo fosse “adequado” …);
5) Barbosa só é Ministro porque o presidente Lula queria um negro no Supremo (****);
6) Barbosa não é um ministro, mas um procurador da República disfarçado de Ministro;
7) Barbosa é um demagogo: decide de acordo com a voz das ruas.
Antes de mais nada, a intenção foi sugerir a leitura de bons textos sobre o sermão pregado pelo ministro Barbosa em Gilmar Mendes. E ainda, informações imprescindíveis aos que tenham interesse em conhecer a política brasileira e, sobretudo, o que representa o atual presidente do STF.
Antes, assista ao vídeo abaixo, trecho do Programa Roda Viva, veiculado em 15 de dezembro pela TVE. Mendes não consegue responder o que o motivou a conceder habeas corpus duas vezes ao banqueiro Daniel Dantas, condenado a dez anos de prisão por suborno a um delegado da Polícia Federal, e tenta, ainda, desmerecer a revista semanal Carta Capital, que já publicou diversas reportagens que denunciam seus deslizes e suas relações espúrias na política.
Depois de assistir aos vídeos e ler os textos abaixo, o que você acha de Gilmar Mendes ocupar a mais alta corte do país? Poderá haver justiça no Brasil? Opine.
Alunos do Colégio Estadual Thales de Azevedo fecharam a rua Adelaide Fernandes da Costa, no bairro do Stiep, nesta quinta-feira (23), em protesto contra a falta de professores, segurança e infraestrutura do colégio. Para liberar a passagem de um carro, um tenente empurra um aluno e ameaça sacar sua arma. O “policial” levou o aluno para a viatura sob ameaça de desacato.
Apesar da cena absurda, o comandante da 39ª Companhia da Polícia Militar, major Henrique Melo, disse que tudo não passou de um desentendimento entre o aluno e o policial da companhia. Assista ao vídeo aqui.
Não bastasse o descaso do Governo Wagner com a educação, os baianos ainda têm de aceitar, sabe-se lá até quando, a truculência da Polícia Militar, sobretudo em ações de repressão às manifestações e movimentos populares.
Em julho do ano passado, movimentos e organizações sociais baianas enviaram carta aberta ao governador, alertando para o crescimento da violência no estado. Ainda assim, Jaques Wagner manteve os quadros carlistas na Segurança (leia mais aqui). E, certamente, espera algum episódio mais infausto que um ordinário “desentendimento” entre um policial e um estudante da rede pública para ao menos fazer de conta que perdeu a cartilha que ACM esqueceu no Palácio de Ondina.
Jornalista do diário americano The Nation, Immanuel Wallerstein, analizou a atual fase política de seu país e apontou o Brasil como um modelo a ser seguido. No artigo, ele afirma ainda que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) poderia ser um bom exemplo para a esquerda estadunidense, se tivéssem algum movimento social semelhante ao menos em força. "Em minha opinião, a única atitude sensata é aquela tomada pelo grande, poderoso e militante Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Brasil", disse ainda o jornalista.
Parece bem sensata a interpretação de Wallerstein, que enxerga a crise econômica como um claro sintoma de falência do capitalismo, assim como a possibilidade da esquerda ao menos impedir que novo sistema mundial seja ainda pior que o atual.
"Parece haver duas ocasiões que exigem dois planos para a esquerda mundial, e em particular a estadunidense. A primeira ocasião é de curto prazo. O mundo está numa profunda depressão, que só vai piorar pelo menos no próximo ou em dois anos. O curto prazo imediato concerne ao desemprego que muita gente está enfrentando,o rebaixamento de salários e em muitos casos a perda das casas. Se os movimentos de esquerda não têm planos para esse cenário de curto prazo, eles não podem estabelecer uma conexão, em sentido algum, com a maior parte das pessoas.
A segunda ocasião é a crise estrutural do capitalismo como sistema mundial, que enfrenta, em minha opinião, sua extinção nos próximos vinte ou quarenta anos. Esse é o cenário no médio prazo. E se a esquerda não tem planos para o médio prazo, o que substituirá o capitalismo como sistema mundial será algo pior, provavelmente muito pior do que o terrível sistema que se tem vivido nos últimos cinco séculos".
Leia o texto originalmente publicado no diário americano The Nation aqui.
Embora poucos aceitem a possibilidade de um programa de TV abrir espaço para um debate sobre a mídia brasileira, aconteceu. No início deste mês, foi ao ar pela Tv Paraná Educativa o programa Brasil Nação sobre o tema. Apresentado pelo jornalista Beto Almeida, o programa vai ao ar de 21h30 às 23h, aos domingos
Assista abaixo um trecho do programa em que os jornalistas Luiz Azenha (Vi O Mundo), Leandro Fortes (Carta Capital) e Alípio Freire (Brasil de Fato), participaram do debate.