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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mino Carta despede-se e critica o governo Lula

Por Humberto Carvalho Jr.


“Isto tudo me leva a uma conclusão desoladora, embora saiba de muitíssimos leitores generosos e fiéis: minha crença no jornalismo faliu. Em matéria de furo n’água, produzi a Fossa de Mindanao, iludi-me demais, mea culpa. Donde tomo as seguintes decisões: despeço-me deste blog e, por ora, calo-me em Carta Capital”, afirmou o jornalista ítalo-brasileiro Mino Carta, despedindo-se dos seus leitores nesta quarta-feira (04).

Em “a despedida”, artigo publicado em sua página pessoal, Blog do Mino, o jornalista não esconde a verdadeira razão de seu afastamento da mídia. Mino, apesar de sua respeitada trajetória na mídia brasileira, foi alvo de duras críticas por condenar a decisão do ministro Tarso Genro em conceder asilo político ao também italiano Cesare Battisti.   

Em tom autobiográfico, Mino lembra momentos da política nacional e critica a administração conciliadora do governo Lula. “O balanço de seis anos de Lula no poder não é animador, no meu entendimento. A política econômica privilegiou os mais ricos e deu aos mais pobres uma esmola. Há quem diga: já é alguma coisa”, lamentou.

Mino Carta dirigiu a criação de importantes publicações da imprensa brasileira, como Quatro Rodas, o Jornal da Tarde, VejaIstoÉ e Carta Capital, da qual ainda é diretor de redação.

Leia o texto na íntegra aqui.

2 comentários:

Caim disse...

Mino tomou a decisão certa: salvou a própria imagem e a reputação da Carta Capital.

Celso Lungaretti disse...

Mais sobre este assunto em http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/02/ainda-sobre-o-ocaso-de-um-imperador.html

É repulsivo o Mino querer enterrar o Battisti pelos próximos 30 anos numa masmorra italiana e depois vir com essa choradeira para despertar compaixão!

Quanto à reputação dele e da CartaCapital, ficou irremediavelmente comprometida pela tendenciosidade demonstrada ao longo do Caso Battisti: uma revista que sonega dos leitores o "outro lado" e não concede direito de resposta; e um jornalista poderoso que foge de dois humildes escribas (o Rui Martins e eu) como o diabo da cruz, não ousando defender suas posições rancorosas numa polêmica.